O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado ainda neste mês e entrar em vigência no segundo semestre de 2025, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O governo brasileiro espera que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia seja assinado neste sábado, 17 de janeiro, no Paraguai. A expectativa é que o tratado entre em vigor no segundo semestre deste ano, após o processo de aprovação nos parlamentos dos países envolvidos.
A assinatura deve originar a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas e trazendo ganhos importantes para a sociedade, segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Confira a seguir os detalhes sobre o acordo, seus benefícios e o processo de ratificação do tratado, conforme informação divulgada pelo g1.
Assinatura do acordo e expectativa de vigência
Segundo Geraldo Alckmin, o Mercosul deve assinar o acordo com a União Europeia em 17 de janeiro, durante reunião no Paraguai, atual presidente do bloco sul-americano. O Brasil, que comandou o Mercosul no último ano, concentrou esforços para destravar e avançar nas negociações, buscando fortalecer a parceria comercial entre os blocos.
Após a assinatura, o documento será submetido ao Parlamento Europeu e, paralelamente, ao Congresso Nacional brasileiro para aprovação. Depois, seguirá para sanção presidencial. Alckmin destacou que a expectativa é de aprovação ainda no primeiro semestre, possibilitando a entrada em vigência no segundo semestre de 2025.
Impactos e relevância do acordo para a economia e sociedade
O vice-presidente ressaltou que a união entre Mercosul e União Europeia será uma referência para o mundo especialmente num momento de instabilidade geopolítica. Ele destacou que o acordo representa uma resposta ao protecionismo e tensões globais, demonstrando ser possível avançar no livre comércio por meio do diálogo e da negociação.
Com uma população conjunta de cerca de 700 milhões de pessoas, a parceria deve gerar impactos positivos para a sociedade, estimulando o comércio, o turismo, a cultura e o fortalecimento das relações internacionais entre os países envolvidos.
Processo de ratificação e cronograma
Após a assinatura, cabe a cada país conduzir seu processo de ratificação. No Brasil, o texto deverá ser analisado e aprovado pelo Congresso Nacional antes de ser sancionado pelo presidente da República. O acordo só será considerado concluído quando todas as partes envolvidas internalizarem o texto.
Essa etapa pode ocorrer em momentos diferentes dentro dos países do Mercosul, o que significa que a entrada em vigor pode variar conforme o avanço das aprovações em cada nação.
Diálogo com outros parceiros comerciais
Geraldo Alckmin afirmou ainda que o acordo com a União Europeia não interfere no diálogo do Brasil com os Estados Unidos. Ele ressaltou que são agendas distintas e que o país deve ampliar o comércio internacional com todos os parceiros.
Alckmin comentou o cenário global complexo, com conflitos no Oriente Médio, Rússia, Venezuela e Irã, e destacou que o Brasil busca ser mais ouvido no cenário internacional, defendendo a paz e o multilateralismo. Para ele, o comércio é um instrumento que aproxima os povos e fortalece as nações.
Com informações de G1
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