O sabor, a cor e a textura do mel dependem da flor de onde as abelhas coletam o néctar, revelando uma diversidade pouco conhecida pelos consumidores.
O mel pode variar muito em cor, sabor e textura dependendo da planta utilizada pelas abelhas na coleta do néctar. No Espírito Santo, essa variedade é ampla e representa uma riqueza ainda pouco explorada pelo público.
Consumidores costumam preferir o mel claro, mais líquido e menos denso, mas as versões escuras são mais nutritivas e intensas. O apicultor Arno Wieringa, em Domingos Martins, destaca que o trabalho do apicultor influencia no resultado final do mel.
Além do sabor, as abelhas têm papel fundamental para a sobrevivência da flora local, pois são responsáveis pela polinização, processo vital para a produção de flores e frutos.
Como a flor influencia o mel
O ponto inicial para as diferenças no mel está na flor de onde o néctar é coletado. Plantas distintas oferecem composições químicas variadas, resultando em características únicas no mel obtido. No Espírito Santo, podemos encontrar desde mel escuro e denso até versões claras e mais líquidas.
As principais fontes de néctar na região incluem a aroeira, o pé de café, o pé de laranja, as flores variadas que originam o chamado mel silvestre e a capuchinha. Cada uma delas confere ao mel tonalidades e sabores distintos, refletindo sua origem.
Variedades de mel e suas características
De acordo com o apicultor Arno Wieringa, o mel mais escuro geralmente apresenta maior concentração de sais minerais, com sabor mais forte e consistência encorpada. Já os méis claros são mais líquidos e suaves, e costumam agradar mais o paladar brasileiro.
O mel de capuchinha é suave, claro e pouco denso, enquanto o mel silvestre reúne sabores de floradas variadas com textura leve. O mel de café traz acidez, maior densidade e uma coloração média, já o de laranja é denso, escuro e também ácido. Por fim, o mel de aroeira é considerado potente, escuro e de textura grossa.
O papel fundamental das abelhas na produção e na natureza
Mais do que gerar variados tipos de mel, as abelhas são essenciais para a polinização das flores, garantindo a produção de frutos e a manutenção da flora. Arno Wieringa ressalta que, sem esses insetos, a maioria das plantas nativas deixaria de existir.
Essa relação entre abelhas, plantas e produção do mel demonstra a complexidade do processo e a importância de valorizar as diferentes variedades, cada uma com sua cor, sabor e textura próprios, que vão muito além da aparência.
Com informações de G1
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