Tim Cook liderou a Apple durante 15 anos, consolidando produtos como AirPods e Apple Watch, e diversificando a empresa além do iPhone.
Tim Cook anunciou sua saída do cargo de CEO da Apple para setembro de 2026. Ele transformou a empresa em uma das mais valiosas do mundo, com crescimento impressionante nos últimos anos.
O atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, John Ternus, será o novo CEO e assume a missão de levar a Apple rumo ao futuro.
Veja a trajetória de Cook, seus principais feitos e os desafios que ficam para a próxima gestão, conforme informação divulgada pelo G1.
A transformação da Apple sob o comando de Tim Cook
Tim Cook assumiu a presidência-executiva da Apple em 2011, sucedendo Steve Jobs. Desde então, a empresa passou por uma revolução em seu posicionamento no mercado global.
Durante sua gestão, Cook supervisionou lançamentos importantes que ampliaram o portfólio da Apple. Produtos como o Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de plataformas digitais como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music, se consolidaram como grandes novidades, reduzindo a dependência do iPhone para o faturamento da companhia.
Apesar das conquistas, a gestão de Cook também enfrentou críticas. Um dos produtos controversos foi o Apple Vision Pro, que teve pouca repercussão após o lançamento. Além disso, houve polêmicas sobre a relação da Apple com governos, especialmente durante o período de Donald Trump.
Resultados financeiros e expansão global
O valor de mercado da Apple disparou de cerca de US$ 350 bilhões em 2011 para US$ 4 trilhões em 2026, avançando mais de 1.000% no período. A receita anual da empresa passou de US$ 108 bilhões para mais de US$ 416 bilhões.
Segundo o especialista em tecnologia Arthur Igreja, esse crescimento demonstra que as decisões de Cook foram acertadas em sua maioria. Ele destaca também que Cook ampliou a presença mundial da Apple, reduzindo a dependência econômica de mercados tradicionais como os Estados Unidos e a Europa.
Além disso, a produção, antes concentrada na China, foi diversificada para países como Vietnã e Índia, aumentando a resiliência da cadeia de suprimentos.
Desafios para a nova liderança
Durante a gestão de Cook, a Apple teve avanços mais lentos em áreas como inteligência artificial, enquanto concorrentes investiram bilhões nesse setor. Em 2026, a empresa perdeu o posto de mais valiosa do mercado para a Nvidia, motivando preocupações dos investidores sobre inovação futura.
O novo CEO, John Ternus, entrará em um cenário competitivo e desafiador. Com 25 anos de Apple, Ternus já vem liderando a engenharia de hardware e possui formação em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia.
Tim Cook definiu seu sucessor como um visionário, com uma mente de engenheiro e coração para liderar com integridade. A função agora é de John Ternus conduzir a empresa na próxima fase de crescimento e inovação.
Carreira e legado de Tim Cook na Apple
Antes de se tornar CEO, Cook esteve na Apple desde 1998, vindo de passagens pela IBM, onde trabalhou por 12 anos, e pela Compaq. Ele iniciou como vice-presidente de operações e depois diretor da área, controlando suprimentos e vendas.
Mesmo deixando o cargo de CEO, Cook permanecerá como presidente do conselho administrativo, garantindo continuidade à sua visão estratégica para a companhia.
Seu legado é marcado pela capacidade de impulsionar a Apple para se tornar uma gigante trilionária, ampliar categorias de produtos e fortalecer a presença global da empresa.
Com informações de G1
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