O fim da piracema aquece o mercado de iscas vivas no interior de São Paulo com a venda crescente de minhocas gigantes e lambaris para pescadores da região.
Com o término da piracema, a temporada de pesca no interior de São Paulo volta a movimentar o mercado local. Produtores especializados intensificam a criação de iscas vivas para atender a grande procura dos pescadores.
Em cidades como Mirassol e José Bonifácio, o comércio de minhocas gigantes e lambaris registra alta significativa, gerando novas oportunidades de renda para comunidades rurais. Essa atividade ganha destaque principalmente entre os meses de fevereiro e maio.
Veja a seguir como os criadores se preparam e como o mercado tem respondido a essa demanda crescente por iscas naturais no interior paulista, conforme informação divulgada pelo G1.
Produção de minhocas gigantes cresce com alta demanda após piracema
Na região de Mirassol, Walter Roberto se destaca na criação da minhoca gigante africana, que pode atingir até 40 centímetros de comprimento. O negócio, que nasceu com um pequeno canteiro para abastecer seu antigo pesqueiro, agora atende oito lojas e vende cerca de 700 litros de minhocas por semana.
Walter utiliza quatro galpões onde alimenta as minhocas com resíduos da cana-de-açúcar, otimizando recursos locais para manter a produção constante. Essa técnica tem garantido o abastecimento no período pós-piracema, quando a pesca é liberada.
Lambaris movimentam economia rural em José Bonifácio
Na zona rural de José Bonifácio, o casal Gisele Rampasso e Renato Scarin investe na criação de lambaris desde 2021. Em apenas dois meses de 2026, venderam um milhão de lambaris vivos, principalmente o lambari “GG”, com 15 centímetros e que leva nove meses para alcançar esse tamanho.
Os peixes são cultivados em 60 tanques e comercializados a preços entre R$ 0,30 e R$ 0,60 por unidade para lojas de São Paulo e Minas Gerais. A alta produção acompanha a demanda crescente dos pescadores da região.
Demanda impulsiona vendas e fortalece comércio local de iscas vivas
O aumento da procura por iscas vivas tem impacto direto nas lojas da região, que precisam fazer reposição semanal, especialmente de minhocas e lambaris. Em São José do Rio Preto, por exemplo, a versatilidade e eficiência dessas iscas atraem muitos pescadores.
O fim da piracema representa, assim, uma oportunidade para produtores locais ampliarem seus negócios, refletindo no aquecimento da economia interiorana e no fortalecimento da atividade pesqueira artesanal.
Com a retomada da temporada de pesca, a criação de iscas vivas consolida-se como alternativa importante de renda no interior paulista.
Com informações de G1
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