O tensionamento no Estreito de Ormuz eleva o preço do barril de petróleo, afetando a economia mundial, enquanto a guerra no Oriente Médio entra na terceira semana.
O preço do barril de petróleo está próximo de US$ 105, impulsionado por ataques no Golfo e incertezas no transporte pelo Estreito de Ormuz.
O impacto já é sentido em várias regiões, incluindo Ásia, Europa e Brasil, especialmente pela alta dos combustíveis.
Esta reportagem detalha os efeitos no mercado global e as perspectivas econômicas diante da crise.
Preço do petróleo atinge quase US$ 105 diante de ataques no Golfo
Conforme informação divulgada pelo G1, o petróleo Brent alcançou US$ 104,73 nesta segunda-feira (16), registrando alta de 1,6%, após iniciar acima de US$ 106 o barril. Desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, a valorização supera 40%.
O petróleo bruto de referência nos EUA subiu 1%, para US$ 99,68, acumulando um aumento próximo de 50%. A alta expressiva reflete os efeitos diretos dos ataques iranianos e das medidas de represália.
Incerteza no Estreito de Ormuz impacta oferta global
O Irã interrompeu o tráfego de navios no Estreito de Ormuz, área por onde passa um quinto do petróleo mundial. A paralisação fez com que mais de 12 milhões de barris deixassem de ser produzidos diariamente, segundo a Rystad Energy.
Alguns navios-tanque tentam atravessar a região, porém a situação mantém o mercado em alerta. Stephen Innes, da SPI Asset Management, afirmou que o mercado está “operando às cegas”, considerando que ali normalmente transitam cerca de 25 navios-tanque por dia.
Efeitos econômicos e reação dos mercados
A alta do petróleo alimenta a inflação global, complicando ações dos bancos centrais como o Federal Reserve. O aumento dos preços dificulta a redução dos juros, que não deve ocorrer na reunião desta semana.
Os índices acionários apresentam variações, com quedas em Wall Street e Tóquio, enquanto mercados asiáticos como Hong Kong subiram levemente. O aumento do preço da gasolina tem reduzido a confiança do consumidor nos EUA, que também enfrenta crescimento econômico lento e revisão negativa para o último trimestre de 2025.
Medidas e perspectivas para a crise do petróleo
Para tentar conter os efeitos, a Agência Internacional de Energia liberou 400 milhões de barris das reservas de emergência, quantidade recorde, sem grande impacto nos preços. Analistas alertam que se o conflito persistir, a inflação poderá subir ainda mais, afetando vários setores e consumidores.
O Brasil já registra reflexos no preço médio do diesel, que subiu 11,8%, chegando a R$ 6,80 por litro, segundo a ANP. A crise no petróleo demonstra o quanto o abastecimento global depende de regiões instáveis e evidencia riscos para a economia mundial.
Com informações de G1
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