O Salão do Automóvel de Pequim mostra como a tecnologia está presente, mas o bloqueio de redes sociais e a forte presença de robôs influenciam a cobertura e a experiência no evento.
O Salão de Pequim é um dos maiores do mundo, muito maior que o de São Paulo. No entanto, para quem vem de fora, há barreiras tecnológicas difíceis de driblar.
As lives feitas pelos chineses se destacam pelo uso intenso do celular e conexão móvel, apesar das limitações impostas pelas políticas locais.
Além disso, robôs são parte do cotidiano na cidade, usados para entregas, limpeza e até recordes esportivos, revelando o avanço tecnológico do país.
Conforme informação divulgada pelo g1, estas situações compõem um cenário único que alia modernidade e restrições, impactando jornalistas e visitantes estrangeiros que cobrem o evento.
O maior salão com redes sociais locais e bloqueios rigorosos
Com quase seis vezes a área do Salão de São Paulo, o evento em Pequim reuniu cerca de 890 mil visitantes, entre eles a equipe do g1, convidada por fabricantes locais.
Os relatos mostram que, diferente do ocidente, as transmissões ao vivo são a principal forma de mostrar os carros, com dezenas de pessoas em frente aos estandes usando celulares na rede móvel, raramente conectados ao Wi-Fi.
Isso porque, na China, plataformas como Facebook, Instagram, WhatsApp e YouTube não funcionam, bloqueadas pelo Grande Firewall. O acesso a essas redes só é possível via VPN, que causa lentidão na conexão, dificultando o envio de vídeos e fotos e restringindo a cobertura jornalística.
As transmissões ao vivo nas redes chinesas dominam
Enquanto visitantes estrangeiros enfrentam baixa velocidade e limitações, os criadores de conteúdo locais realizam transmissões em redes sociais como Weibo e WeChat com ótima qualidade, graças à conexão móvel abundante e uso de carregadores externos.
O formato das lives difere do tradicional, com apresentadores falando sem mostrar o rosto e usando celulares para mostrar e vender carros, oferecendo cupons e comissões instantâneas.
Essas conversas acontecem de forma integrada com o público, que comenta em tempo real, tornando o ambiente interativo e comercial ao mesmo tempo.
Desafios para estrangeiros no ambiente multilíngue e digital
Apesar da presença de placas em inglês e opções de comida ocidental, o atendimento no Salão e em locais próximos depende do uso de aplicativos de tradução. Desde pedir um hambúrguer até acompanhar coletivas, a comunicação é um desafio constante.
Algumas marcas internacionais oferecem tradução simultânea, mas não é uma regra. Isso exige esforço extra dos visitantes para absorver informações, sobretudo com as apresentações ocorrendo em chinês.
Robôs presentes na rotina e na tecnologia chinesa
Poucos dias antes do evento, a China organizou uma meia maratona exclusiva para robôs, vencida por um robô humanoide da Honor, que superou o recorde humano com ampla vantagem.
Na vida cotidiana próxima ao salão, robôs entregam comida e fazem limpeza em hotéis e shoppings, mostrando como a tecnologia já está inserida no dia a dia.
Nos estandes, a presença de robôs é mais para chamar atenção do público, embora algumas marcas como a Chery já comercializem robôs humanoides e robôs em forma de cão, à venda na China.
Essa combinação de robôs, restrições de internet e formatos de cobertura inovadores revela os bastidores únicos do Salão de Pequim, onde a tecnologia e as limitações políticas se cruzam diariamente.
Com informações de G1
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