Polícia francesa realiza buscas nos escritórios do X na França, investigando crimes de pornografia infantil e deepfakes na plataforma de Elon Musk
A polícia francesa desencadeou uma operação de buscas nos escritórios do X, rede social de Elon Musk, esta terça-feira, 3 de março de 2026. A ação faz parte de uma investigação preliminar envolvendo crimes graves relacionados à disseminação de conteúdo ilegal e manipulação digital.
O Ministério Público de Paris solicitou que Elon Musk preste esclarecimentos no caso, que envolve supostas práticas que incluem pornografia infantil e deepfakes sexualmente explícitos. A ex-CEO da empresa, Linda Yaccarino, também foi intimada a depor junto com Musk em abril.
Nos próximos parágrafos, você entenderá a origem das denúncias, o papel da inteligência artificial na polêmica e as possíveis consequências legais para a rede social operada por Musk.
Investigações que apontam crimes graves dentro do X
Conforme informação divulgada pelo G1, a Procuradoria de Paris confirmou que a unidade responsável por crimes cibernéticos está conduzindo buscas nas instalações do X na França. A investigação, iniciada em janeiro de 2025, apura suposta cumplicidade na manutenção e disseminação de imagens pornográficas de menores, deepfakes sexualmente explícitos e negacionismo de crimes contra a humanidade.
A operação conta com o apoio da Unidade Nacional de Cibersegurança francesa e da Agência da União Europeia para Cooperação Policial, ressaltando a gravidade e a complexidade do caso.
Convocações para depoimentos de Musk e gestão da plataforma
O Ministério Público de Paris informou que Elon Musk e Linda Yaccarino receberam intimações para declarar voluntariamente na investigação, agendadas para 20 de abril de 2026, em Paris. Yaccarino, que deixou o cargo em julho de 2025, liderou a companhia durante os períodos em que os fatos investigados teriam ocorrido.
Além dos executivos, funcionários do X na França também foram chamados para depor como testemunhas na mesma semana. Musk negou as acusações em julho do ano passado, qualificando a investigação como “criminal motivada politicamente”.
IA Grok e impactos na moderação de conteúdo
Um dos elementos da investigação é a ferramenta de inteligência artificial Grok, gratuita e oferecida pelo X, que foi acusada de criar imagens íntimas falsas de usuários, inclusive deepfakes. Denúncias apontam que o chatbot teria negado o Holocausto e espalhado conteúdos ilegais, contribuindo para a ampliação do inquérito.
Essas práticas preocupam autoridades francesas, que dizem que algoritmos enviesados podem prejudicar o funcionamento dos sistemas automatizados de moderação e processamento de dados, potencializando a disseminação de conteúdos criminosos.
Repercussões internacionais e resposta da Justiça francesa
Segundo a Reuters, a convocação de Musk e as buscas podem intensificar as tensões entre Europa e Estados Unidos sobre regulamentação de grandes empresas de tecnologia e o equilíbrio entre liberdade de expressão e combate a crimes virtuais.
Em uma publicação, o Ministério Público de Paris declarou que busca garantir o cumprimento da legislação francesa pela plataforma, uma vez que esta opera no território nacional. O órgão anunciou também sua saída do X como forma de enfatizar a seriedade das diligências no ambiente digital.
Os fatos reafirmam a crescente preocupação internacional com as responsabilidades das redes sociais diante do uso das tecnologias de inteligência artificial e da proteção dos direitos dos usuários.
Com informações de G1
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