A Meta iniciou nesta quarta-feira a demissão de 8 mil funcionários para realinhar foco em inteligência artificial, afetando cerca de 10% do quadro global.
A gigante de tecnologia Meta começou a desligar cerca de 8 mil empregados na última quarta-feira, como parte de um plano para direcionar maiores recursos à inteligência artificial (IA). O movimento ocorre em meio a uma reestruturação que visa aumentar a eficiência e impulsionar os investimentos da empresa nesta área estratégica.
O clima na companhia já estava tenso havia semanas, com funcionários alertados internamente sobre a possibilidade dos cortes, que vieram a se confirmar. As medidas foram informadas e confirmadas por fontes como a agência Bloomberg e funcionários anônimos da própria Meta ao g1.
Este conteúdo detalha o impacto dos desligamentos, as prioridades da empresa para 2026 e como o setor de IA está moldando as decisões da Meta nesta nova etapa. Confira a seguir.
Demissões atingem 10% da equipe global da Meta
De acordo com dados da agência France Presse, a Meta tinha 78.865 funcionários em dezembro de 2025. Com os cortes anunciados nesta quarta-feira, cerca de 10% da força de trabalho será desligada. As notificações começaram a ser enviadas às equipes da Ásia no horário de Singapura, por volta das 4h, seguindo para os Estados Unidos posteriormente.
Até o momento, não está claro se funcionários da Meta no Brasil também foram afetados. A direção de recursos humanos da empresa, representada por Janelle Gale, declarou que a redução tem como objetivo gerir os custos da empresa de maneira mais eficiente e compensar os robustos investimentos na disputa pelo avanço da inteligência artificial.
Realocação massiva para projetos de inteligência artificial
Além dos desligamentos, a Meta já havia anunciado que cerca de 7 mil trabalhadores seriam realocados para funções relacionadas à IA. Segundo informações de um funcionário relatadas ao g1, essa realocação não era opcional, reforçando as prioridades estratégicas da empresa. O programa de transição reforça o foco empresarial em acelerar o desenvolvimento de tecnologias baseadas em IA.
Investimentos bilionários para infraestrutura e chips
Para 2026, a Meta planeja investir entre 115 e 135 bilhões de dólares, equivalente a aproximadamente 570 a 670 bilhões de reais, para garantir infraestrutura adequada para IA. Esses investimentos vão desde chips a centros de dados especializados, essenciais para suportar a capacidade computacional necessária.
Um exemplo recente desta estratégia foi o acordo anunciado em fevereiro com a AMD, que prevê a compra de milhões de chips no valor mínimo de 60 bilhões de dólares, cerca de 297 bilhões de reais. Esta parceria reforça o compromisso da Meta com a eficiência e expansão tecnológica das suas plataformas.
Contexto e implicações para o setor tecnológico
Essas mudanças refletem o movimento das grandes empresas do setor de tecnologia em reestruturar suas operações para acompanhar o ritmo acelerado da inovação em inteligência artificial. A prioridade em IA impacta diretamente as decisões sobre a mão de obra, direcionando recursos para pesquisas e desenvolvimento neste campo.
O redesenho estratégico da Meta demonstra a crescente importância das tecnologias inteligentes para o futuro da companhia e do mercado global, mesmo que isso represente desafios como os recentes cortes e realocações internas.
Com informações de G1
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