Pesquisa revela que mais da metade dos candidatos no Brasil utiliza IA para adaptar currículos, mas especialistas recomendam cuidado para evitar documentos padronizados.
A inteligência artificial tem se tornado uma ferramenta cada vez mais presente na busca por emprego no Brasil. Muitos candidatos recorrem a essa tecnologia para aprimorar seus currículos e aumentar as chances de sucesso nos processos seletivos.
No entanto, apesar da ajuda da IA, especialistas alertam para os perigos de uma padronização excessiva que pode dificultar a diferenciação dos candidatos no mercado de trabalho.
Confira a seguir como o uso da inteligência artificial está impactando o preparo dos currículos e quais cuidados tomar para se destacar.
Uso crescente da inteligência artificial na preparação do currículo
Conforme informação divulgada pelo G1, um estudo realizado por uma consultoria de recursos humanos com 60 mil profissionais em 36 países aponta que mais da metade dos brasileiros que procuram emprego já utiliza inteligência artificial para adaptar seus currículos. Essa tecnologia ajuda os candidatos a alinhar seus documentos com as exigências dos filtros automáticos das empresas, aumentando as chances de aprovação.
Camila Vogel, gerente de contas que após 17 anos na mesma empresa voltou ao mercado de trabalho, relata que usou a IA para entender os padrões atuais e identificar palavras-chave e nomenclaturas compatíveis com seu perfil. Ela destaca como a ferramenta facilitou a atualização do currículo para as etapas modernas de seleção, muitas delas baseadas em inteligência artificial.
O uso da tecnologia no ambiente profissional é expressivo no Brasil: 71% dos trabalhadores afirmam utilizá-la no dia a dia, percentual superior à média mundial, que é de 64%.
Perigos da padronização e importância da personalização
Apesar dos benefícios, recrutadores alertam para um efeito colateral do uso da inteligência artificial: a padronização dos currículos. Muitos perfis acabam ficando semelhantes, prejudicando candidatos que desejam se destacar entre os concorrentes.
Lucas Toledo, diretor executivo do Michael Page Brasil, explica que a uniformidade dificulta tanto a identificação dos profissionais mais aderentes às vagas quanto o esforço dos candidatos para mostrarem suas características únicas.
Equilíbrio entre IA e toque humano para currículo eficiente
Alessandro Saade, superintendente executivo do Espro, organização especializada na inserção de jovens no mercado de trabalho, reforça que a inteligência artificial deve ser encarada como uma ferramenta de apoio, e não como substituta das experiências pessoais e dos detalhes que fazem o currículo único.
Ele orienta que após a geração do currículo pela IA, o candidato deve complementar com suas informações pessoais relevantes e revisar o texto para garantir que pontos importantes da trajetória profissional não sejam suprimidos.
Especialistas recomendam ainda que os candidatos não copiem modelos prontos e sempre façam adaptações para que seus currículos reflitam suas verdadeiras qualidades e experiências.
Como potencializar o uso da inteligência artificial no currículo
Para usar bem a inteligência artificial, o ideal é conhecer as palavras-chave do setor e adaptar o currículo para cada vaga, mas mantendo a originalidade e características pessoais. A revisão cuidadosa é fundamental para evitar erros e tornar o documento mais atrativo para os recrutadores.
Assim, o equilíbrio entre tecnologia e personalização faz do currículo uma ferramenta poderosa para quem busca destaque no competitivo mercado de trabalho brasileiro.
Com informações de G1
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