Mark Zuckerberg depõe em tribunal que avalia responsabilidade da Meta no vício e sofrimento mental de jovens nas redes sociais.
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, foi interrogado pela primeira vez em um júri popular nos Estados Unidos que busca julgar se as redes sociais causam vício em crianças e adolescentes. O julgamento ocorre no Tribunal de Los Angeles e deve durar até abril, envolvendo também o Google.
A ação judicial acusa as gigantes da tecnologia de desenvolver produtos viciantes propositalmente para aumentar seus lucros, refletindo uma reação global preocupada com a saúde mental dos jovens.
Leia a seguir os detalhes desse processo que pode impactar o uso de redes sociais no mundo todo, incluindo o Brasil.
Júri inovador em processo contra Meta e Google nos EUA
Conforme informação divulgada pelo G1, este é o primeiro júri popular nos Estados Unidos que decide sobre a responsabilidade de redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes. A ação foi iniciada por uma jovem, identificada no processo como K.G.M, que afirma ter desenvolvido depressão, ansiedade e pensamentos suicidas devido ao uso das plataformas desde os 6 anos.
Além do caso individual, cerca de 800 pessoas vinculadas em demandas semelhantes foram agrupadas para julgamento simultâneo, tornando a decisão vinculante para todos. A analogia do processo compara as redes sociais a máquinas de caça-níquel, projetadas para prender a atenção dos usuários.
Acusações e defesa da Meta
A Meta, proprietária do Facebook e do Instagram, é acusada de contribuir significativamente para problemas de saúde mental em adolescentes. A empresa nega as acusações, citando estudos, como o das National Academies of Sciences, que não comprovaram uma relação direta entre o uso das redes sociais e prejuízos na saúde mental infantil.
Mark Zuckerberg foi questionado sobre estudos internos que indicam, entre outros pontos, que a supervisão dos pais não está associada a um maior controle do uso pelas crianças. A defesa também mostrou registros médicos que atribuem os problemas da autora a uma infância conturbada, apresentando as plataformas como espaços de expressão criativa para jovens.
Reação global e impacto potencial para o Brasil
Este julgamento reflete a crescente pressão internacional sobre as redes sociais. Países como Austrália já proibiram menores de 16 anos de acessarem essas plataformas, e a Espanha analisa medidas similares. Nos EUA, a Flórida proibiu o acesso para menores de 14 anos, embora existam disputas judiciais sobre essa lei.
Especialistas brasileiros monitoram o caso, pois a decisão pode influenciar regulamentações locais e exigir maior responsabilidade das empresas em proteger os usuários mais jovens. O processo também pode enfraquecer a defesa jurídica comum das big techs contra ações relacionadas à saúde mental.
Outros depoimentos e desdobramentos do caso
Além de Zuckerberg, executivos do Google também prestam depoimento. Adam Mosseri, presidente do Instagram, rejeitou a ideia de dependência clínica causada pelas redes na semana anterior. O TikTok e Snapchat participaram do processo, mas fecharam acordos antes do início do julgamento.
Este julgamento é visto como um termômetro para milhares de processos similares nos EUA contra grandes empresas de tecnologia, que enfrentam acusações de alimentar uma crise de saúde mental em jovens. A sentença poderá resultar em indenizações e mudanças na forma como as plataformas são controladas e utilizadas.
Com informações de G1
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