Dólar inicia sessão com leve recuo, influenciado pelas decisões de juros do Federal Reserve e Copom, além da inflação de novembro e cenário político.
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira em queda após a recente decisão dos bancos centrais americano e brasileiro. Investidores analisam a manutenção da taxa Selic em 15% e o corte de 0,25 ponto percentual do Fed, que gerou ajustes nas expectativas para 2026.
Além disso, o mercado atento ao IPCA de novembro, que apresentou alta moderada, reforça sinais de desinflação gradual no país. Agora, a atenção se volta para a possibilidade de cortes nos juros brasileiros no início de 2025.
Confira a seguir os desdobramentos da movimentação econômica internacional e os impactos no dólar e na bolsa brasileira, conforme informações divulgadas pelo G1.
Decisões sobre juros impactam o dólar e o mercado brasileiro
Na quarta-feira, o Federal Reserve anunciou o terceiro corte consecutivo da taxa de juros nos Estados Unidos, reduzindo o índice para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor nível desde setembro de 2022. O mercado esperava pelo menos duas reduções em 2026, mas o Fed indicou apenas um corte para o próximo ano, frustrando investidores.
Enquanto isso, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano, sinalizando cautela para o controle da inflação. Investidores aguardam pistas sobre o início do ciclo de cortes de juros, que pode começar em janeiro ou março de 2025. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que as decisões são baseadas em dados reais, reforçando a perspectiva de estabilidade dos juros no curto prazo.
Inflação em novembro reforça cenário de desinflação gradual no Brasil
Dados do IBGE indicam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cresceu 0,18% em novembro, abaixo da expectativa do mercado que projetava 0,20%. No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou para 4,46%, permanecendo abaixo do teto de tolerância do Banco Central, que é de 4,5%.
Economistas destacam que a inflação mantém uma trajetória de queda, com redução da pressão sobre alimentos e queda nos preços de bens industriais, influenciada pela Black Friday. O setor de serviços, embora tenha avançado 0,60% em novembro, apresentou desaceleração consistente. Isso reforça a percepção de estabilização da inflação no país.
Reação dos mercados globais e bolsa brasileira
Em Wall Street, os índices americanos fecharam em alta após o anúncio do corte de juros pelo Fed. O Dow Jones subiu 1,05%, o S&P 500 avançou 0,68% e o Nasdaq teve alta de 0,33%. Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única, enquanto na Ásia houve resultados mistos com pressão na China devido a sinais de deflação.
No Brasil, o dólar recuou 0,02%, cotado a R$ 5,4674, enquanto o Ibovespa ainda aguardava a abertura às 10h. Após ganhos na véspera, os investidores monitoram cenários políticos, como a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, e dados econômicos para definir estratégias para o fechamento do ano e início de 2025.
Com informações de G1
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