Dark patterns são estratégias de design que manipulam usuários a tomar decisões que podem não desejar, dificultando o controle sobre suas preferências nas redes sociais.
Muitas pessoas não sabem, mas as grandes empresas de tecnologia têm usado artifícios para influenciar o que vemos e como interagimos online.
Esses truques, conhecidos como dark patterns, levam usuários a compartilharem dados ou continuarem consumindo conteúdo sem perceber.
Recentemente, a Meta, dona do Facebook e do Instagram, está sob investigação por essas práticas na Europa.
Conforme informação divulgada pelo G1, a Irlanda iniciou uma apuração que avalia se a Meta utiliza padrões obscuros para dificultar mudanças nas configurações de feed e ampliar o tempo gasto nas redes.
Autoridade irlandesa investiga manipulação na Meta
A autoridade de mídia da Irlanda investiga se os sistemas de recomendação do Facebook e Instagram violaram o Artigo 27 da Lei dos Serviços Digitais da União Europeia, a DSA.
Essa lei visa proteger os usuários contra práticas desleais, garantindo o direito de entender e alterar como algoritmos operam nas plataformas.
Segundo a investigação, a Meta pode estar escondendo em vários menus a opção de alternar entre feed personalizado e feed cronológico, além de redefinir essa escolha após o uso, obrigando o usuário a retomar configurações indesejadas.
O que são dark patterns e como impactam o usuário
Os dark patterns são truques de design criados para induzir o usuário a agir contra seu interesse ou vontade real.
Essas estratégias se aproveitam da pressa, falta de atenção ou medo de perder algo para levar o usuário a comprar, aceitar assinaturas ou liberar dados pessoais.
Exemplos incluem botões de consentimento grandes e coloridos, enquanto as recusas aparecem escondidas com mensagens como “Não, prefiro anúncios irrelevantes”, gerando constrangimento para quem opta por recusar.
Outras práticas comuns e a regulamentação europeia
Além de botões manipulativos, lojas virtuais usam contadores de tempo e indicações de estoque baixo para criar pressão e levar a compras rápidas.
Campanhas insistentes promovem ações repetidas até que o usuário ceda, como na oferta constante de seguros extras em reservas de viagem.
A União Europeia proibiu o uso dessas práticas pela DSA, porém ainda falta uma definição legal clara para diferenciar o que caracteriza design manipulativo.
Como se proteger dos dark patterns
Especialistas indicam que a melhor defesa contra esses truques é a conscientização do usuário.
É importante evitar clicar em botões rapidamente, revisar cuidadosamente configurações e opções de compra, além de não se deixar pressionar por decisões apressadas.
Assim, o controle sobre os dados e preferências pessoais pode ser mantido, mesmo diante de interfaces desenhadas para influenciar comportamentos.
Com informações de G1
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