Chatbot de inteligência artificial facilitou o diagnóstico de paraplegia espástica hereditária em jovem com sintomas inexplicados há anos.
Phoebe Tesoriere enfrentou diversos diagnósticos incorretos ao longo de seus 23 anos. Sentindo-se desamparada e pouco ouvida pelos médicos, ela recorreu à tecnologia para buscar respostas.
Depois de uma grave convulsão e três dias em coma, a jovem usou o ChatGPT para analisar seus sintomas. A ferramenta indicou a possibilidade de uma condição rara, que foi confirmada por testes genéticos.
Neste texto, veja como a IA auxiliou no diagnóstico e quais os desafios enfrentados por pacientes com doenças pouco conhecidas.
O longo caminho rumo ao diagnóstico correto
Moradora de Cardiff, capital do País de Gales, Phoebe Tesoriere foi diagnosticada inicialmente com ansiedade, depressão e epilepsia. Médicos chegaram a alertá-la que poderia ser tratada como paciente psiquiátrica, caso continuasse buscando ajuda no pronto socorro.
Sua história inclui episódios como convulsões, quedas e dificuldades de coordenação desde a infância. Os primeiros exames chegaram a sugerir dispraxia, mas esta hipótese foi descartada posteriormente.
Com o passar do tempo, os sintomas se agravaram e ela passou a ter dificuldades para andar, recebendo até diagnóstico equivocado de paralisia de Todd, uma condição temporária associada a epilepsia.
ChatGPT indica condição rara e ajuda a confirmar diagnóstico
Após sua internação em coma, Phoebe buscou novas respostas utilizando um chatbot de inteligência artificial, o ChatGPT. A ferramenta sugeriu diversas possibilidades, ressaltando a paraplegia espástica hereditária.
Este diagnóstico foi levado ao seu clínico geral, que recomendou testes genéticos. Os exames confirmaram a suspeita levantada pela IA, revelando uma condição muitas vezes subdiagnosticada.
Essa doença, segundo o NHS, permanece com o número de casos desconhecido, pois seus sintomas podem ser confundidos ou não identificados.
Desafios e lições no uso da IA para saúde
A experiência de Phoebe alerta para um aspecto importante: a dificuldade da medicina tradicional em enfrentar sintomas complexos e pouco comuns.
Rebeccah Tomlinson, clínica geral em Cardiff, destaca que chatbots podem ser úteis como ponto de partida para pacientes, mas sempre devem ser complementados por consultas médicas.
Um estudo recente da Universidade de Oxford aponta que conselhos dados por IA podem ser imprecisos, o que exige cautela e acompanhamento profissional.
Novos rumos de Phoebe e a importância da escuta médica
Hoje, Phoebe não consegue mais atuar como professora devido aos sintomas e utiliza cadeira de rodas. Ela está cursando mestrado em psicologia e mantém o desejo de contribuir ajudando outras pessoas.
Ela relembra a dificuldade em ser ouvida no sistema de saúde, afirmando que sua luta foi muito solitária.
Para os profissionais de saúde, o caso reforça a necessidade de diálogo atento e aberto com os pacientes, especialmente diante da crescente incorporação das tecnologias digitais.
Com informações de G1
Aviso Legal:
O Noticias ES reúne, em um único lugar, as principais notícias publicadas pelos maiores portais do Espírito Santo. Organizamos e centralizamos as informações mais relevantes para que você acompanhe os acontecimentos do Estado com praticidade, transparência e respeito às fontes originais.