Núcleo no CPQD de Campinas vai desenvolver aplicativos com Inteligência Artificial para melhorar serviços públicos e proteger dados de brasileiros.
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), em Campinas (SP), está iniciando a criação de um núcleo dedicado ao desenvolvimento de aplicativos com uso de Inteligência Artificial (IA) para serviços públicos federais.
Esse investimento, na ordem de R$ 60 milhões, visa modernizar o atendimento público e garantir a segurança dos dados sensíveis dos usuários.
Confira os detalhes desse projeto inovador e suas implicações para a população brasileira.
Novo núcleo do CPQD vai revolucionar atendimento em serviços públicos
A pedra fundamental do núcleo para desenvolvimento de IA no CPQD foi lançada no evento desta sexta-feira, com a presença da ministra de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. O espaço deve começar a operar até o fim deste ano.
O foco principal será a criação de aplicativos que facilitam o acesso a serviços públicos pelo GOV.BR, usando ferramentas inteligentes para personalizar e agilizar o atendimento à população.
A ministra destacou que o governo vai se comunicar de forma mais direta e eficiente com os cidadãos, o que representa uma transformação significativa para o setor público brasileiro.
Estrutura física e tecnológica para inovação
Embora o prédio que abrigará o núcleo já exista, ele passará por reformas e receberá equipamentos modernos, incluindo unidades de processamento gráfico (GPUs) para treinamento e desenvolvimento de modelos de linguagem e IA generativa.
O núcleo funcionará como um laboratório, onde grandes volumes de dados serão tratados para produzir algoritmos avançados e criar chatbots capazes de interagir e facilitar a vida dos usuários em diversos serviços governamentais.
Além disso, o núcleo terá papel vital na guarda e no processamento de dados sensíveis de cidadãos brasileiros, atualmente armazenados em nuvens internacionais, o que reforçará a soberania tecnológica do país.
Ao alcance do cidadão brasileiro, especialmente com baixa maturidade digital
Essas soluções de IA ajudarão o público a encontrar informações e acessar serviços, incluindo atendimento via chatbots, barras de pesquisa inteligentes e processamento eficiente de dados, pensando especialmente nas pessoas com menor experiência digital.
A iniciativa fará parte do projeto Inspire (Inteligência Artificial no Serviço Público com Inovação, Responsabilidade e Ética) e já resultou na implementação de três chatbots em serviços federais, como o de atendimento GOV.BR e os de apoio a estudantes do SISU e campanhas de vacinação.
Soberania digital e avanços tecnológicos são prioridades
Segundo Dweck, o projeto é um passo decisivo na soberania tecnológica do Brasil, permitindo que dados estratégicos e sensíveis sejam processados dentro do país, reduzindo dependências internacionais.
Ela ressaltou que a soberania digital envolve três níveis: dados, operação e tecnologia, sendo esta última a mais desafiadora, porém viável graças ao sistema de inovação brasileiro.
Além dos aplicativos, o núcleo ajudará a qualificar e disponibilizar registros de endereços de 77 milhões de pessoas, essenciais para o funcionamento eficiente de políticas públicas.
Essa infraestrutura inédita vai beneficiar todos os órgãos do governo, melhorando o pagamento de benefícios e acesso a serviços.
Com informações de G1
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