Banco Central avalia que aumento da inflação após conflitos no Oriente Médio não impede continuidade do corte de juros, mantendo a Selic em trajetória decrescente.
O Banco Central (BC) decidiu manter o ciclo de cortes na taxa Selic mesmo com a inflação se afastando da meta.
Ele considerou que a alta nos juros até março segurou a economia e criou condições para reduzir os juros gradualmente.
Essas e outras decisões foram detalhadas na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Cenário de inflação e decisão do Copom
Conforme informação divulgada pelo G1, após o início dos conflitos no Oriente Médio, as expectativas de inflação para 2026 e anos seguintes apresentaram alta, ficando acima da meta em todos os horizontes analisados.
O BC destacou que houve desancoragem adicional nas previsões de inflação para o longo prazo, especialmente para 2028.
Apesar desse cenário, o Copom considerou que a redução de 0,25 ponto percentual na Selic, realizada recentemente, foi a decisão mais adequada para o momento.
Racional por trás do corte de juros
A autoridade monetária ressaltou que o período prolongado em que a Selic permaneceu em 15% ao ano, o nível mais alto dos últimos 20 anos, fomentou uma desaceleração econômica necessária.
Essa desaceleração criou as condições para cortes nos juros sem comprometer a convergência da inflação para a meta estabelecida.
O BC ainda não indicou qual será seu próximo passo na política monetária e reforçou que as decisões futuras serão ajustadas conforme novas informações forem analisadas.
Expectativas e influência do cenário externo
O BC enfatizou que a incerteza externa segue em níveis elevados, em parte pelo conflito geopolítico recente e também pelas dúvidas sobre a política econômica dos Estados Unidos.
Esses fatores dificultam a previsibilidade do comportamento da inflação e, por consequência, da taxa básica de juros nos próximos meses.
A política fiscal doméstica foi mencionada como elemento que pode estimular a demanda agregada e pressionar a inflação no curto prazo, reforçando a importância da política contracíclica para o controle dos preços.
Perspectivas para o mercado financeiro
Economistas do mercado financeiro projetam novos cortes na Selic, com a taxa podendo chegar a 13% ao ano até o fim de 2026.
O sistema de metas do BC estabelece como meta a inflação de 3%, com intervalo entre 1,5% e 4,5% para ser considerada cumprida.
Para definir a política monetária, o BC olha para as projeções de inflação futuras, pois as alterações na Selic demoram para impactar de forma plena a economia.
Por isso, mesmo com o aumento recente na inflação, o BC aposta em uma estabilização e convergência da inflação ao longo do horizonte de política monetária, mirando especialmente o ano de 2027.
Com informações de G1
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