O procurador-geral Francisco Berdeal afirma que o Ministério Público do Espírito Santo atua de forma técnica e independente, sem usar investigações para manobras políticas, especialmente no período eleitoral.
Francisco Berdeal foi reconduzido para o segundo mandato à frente do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e, em sua primeira entrevista após a posse, enfatizou a postura independente e técnica da instituição perante investigações. Segundo ele, o MPES não deve ser palco para espetáculos midiáticos nem ter vínculo partidário ou ideológico.
O procurador-geral ressaltou a importância de instituições fortes e equilibradas para o fortalecimento da democracia, especialmente no contexto das eleições gerais. Ele destacou as medidas do MPES para garantir a lisura do pleito e o respeito à vontade soberana do eleitor.
Confira a seguir os principais pontos abordados por Francisco Berdeal, conforme informações divulgadas pela Folha Vitória.
Instituição comprometida com a seriedade e o sigilo das investigações
O procurador-geral explicou que o Ministério Público tem o dever de agir com cautela e, muitas vezes, as investigações são sigilosas. Ele criticou a prática de divulgar prematuramente denúncias ou representações antes do início formal das apurações, o que pode gerar uso político indevido.
Berdeal afirmou, “O Ministério Público não se presta a esse papel, o Ministério Público trabalha de forma séria, para alcançar o resultado, esclarecer os fatos e praticar a sua conduta”. Essa postura visa evitar que o órgão se torne palco para espetacularização e intervenções ideológicas.
Garantia de lisura eleitoral com atuação técnica e sem partidarismo
Durante o período eleitoral, o MPES atuará com firmeza e independência para assegurar a lisura do processo. A responsabilidade criminal relacionada ao pleito ficará sob o cuidado do Ministério Público, enquanto os procuradores regionais eleitorais atuarão no campo cível.
Berdeal destacou que os promotores eleitorais recebem constante treinamento para combater práticas ilegais como compra de votos, violência política contra gênero, uso de fake news e abuso da máquina administrativa. Ele reiterou, “Nós não temos partido, o Ministério Público não tem partido, não tem ideologia”.
Além disso, o MPES atua em cooperação com o Tribunal Regional Eleitoral e o Ministério Público Federal, fortalecendo a fiscalização e a segurança do pleito.
Projetos tecnológicos e concursos públicos em andamento
Em sua avaliação do primeiro mandato, Berdeal ressaltou a implementação do programa AMPL.IA, uma ferramenta própria de inteligência artificial que agiliza atividades como resumir processos e elaboração de minutas para membros e servidores.
Além disso, confirmou que o concurso público para membros do Ministério Público está em fase final e espera concluir as convocações dentro do ano. São oferecidas cinco vagas, com a possibilidade de convocar mais aprovados.
O projeto MPES Conecta, que promoveu diálogo em todas as microrregiões do estado, também deverá continuar, ampliando a interlocução entre o Ministério Público e a sociedade para atender demandas locais específicas.
Perspectivas para o futuro e legado esperado
Apesar das dificuldades econômicas para avançar na construção da nova sede do MPES, Berdeal demonstrou otimismo e compromisso. Ele pretende deixar uma marca de liderança dialogante, fiel aos valores institucionais e que aproximou o Ministério Público da sociedade.
Com 52 anos e uma carreira de mais de 20 anos no MPES, Berdeal é visto como um gestor focado em fortalecer a instituição de forma técnica e equilibrada.
Com informações de Folha Vitória
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