O X rebate resultados de testes da ANPD que acusam sua IA Grok de criar imagens eróticas sem consentimento. A empresa questiona versões usadas e solicita atraso no prazo para ajustes.
Após relatos e denúncias de geração de imagens eróticas envolvendo a inteligência artificial Grok, o X refutou as conclusões da ANPD.
A companhia pediu que o prazo para implementar novas medidas só comece após o detalhamento dos métodos nos testes.
Os órgãos reguladores mantêm a pressão, exigindo aprimoramentos para impedir conteúdos não autorizados.
Empresa X contesta relatório da ANPD e cobra transparência
Conforme informação divulgada pelo g1, a rede social X questiona a metodologia empregada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para avaliar o Grok, sua ferramenta de inteligência artificial que teria continuado a gerar imagens sexualizadas sem consenso. Em nota enviada à agência, o X afirmou que o relatório usado para embasar medidas não especificou a versão da IA testada, os comandos utilizados nem os resultados obtidos.
Além disso, a empresa reforça que o domínio grokimagine.ai, citado nos documentos, não pertence nem tem relação oficial com o serviço Grok oferecido por ela. O X destaca que seu sistema opera nos endereços Grok.com e diretamente em sua rede social, e solicitou a suspensão imediata das restrições caso seja confirmada a geração de imagens em plataformas não oficiais.
Autoridades mantêm cobrança e anunciam prazos
Em janeiro, a ANPD, junto ao Ministério Público Federal e a Secretaria Nacional do Consumidor, estabeleceram que o X impedisse a criação de imagens sexualizadas de crianças, adolescentes e adultos sem consentimento via Grok. No entanto, segundo os órgãos, novos testes indicaram que as falhas persistem e que o X ainda não comprovou a efetividade das correções adotadas.
Na última quarta-feira, as autoridades deram um prazo de cinco dias úteis para que a empresa implemente mecanismos que bloqueiem essas criações indevidas, sem definir claramente o início da contagem. O descumprimento poderá resultar em multas e ações judiciais.
Denúncias e uso indevido da IA geram tensão
A pressão sobre o X ocorre após milhares de denúncias globais, desde o final de 2025, informando que a ferramenta tem sido usada para adulterar fotos de mulheres em redes sociais, fazendo com que apareçam nuas ou com roupas mínimas falsas. Uma vítima brasileira relatou o efeito traumático causado pela edição indevida.
Testes alternativos mostram resultados divergentes
Relatórios apontam que o domínio grokimagine.ai redireciona a outro site semelhante, que oferece modelos de IA incluindo um denominado ‘Imagine’, alegando usar o Grok, porém sem comprovação oficial de integração. Testes realizados com comandos como “coloque essa pessoa em um biquíni” apresentaram respostas de violação de políticas em um modelo, mas possibilidade de edição em outro modelo não vinculado ao Grok.
Essa disparidade reforça o pedido do X para que as análises sejam mais transparentes e detalhadas, evitando associação indevida a produtos oficiais.
Com informações de G1
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