segunda-feira , 15 junho 2026
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Reino Unido vai proibir menores de 16 anos de redes sociais e avalia limitar IA

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O Reino Unido anunciou proibição do uso de redes sociais para menores de 16 anos, incluindo Facebook, TikTok e Instagram, e avalia também limites para chats de inteligência artificial.

O primeiro-ministro Keir Starmer revelou medidas rigorosas para proteger crianças das redes sociais. A nova regra exige que menores de 16 anos deixem de acessar as principais plataformas até o início de 2027. Além disso, o governo analisa restrições no uso de chatbots e a introdução de toques de recolher digitais por idade.

Essas ações vêm após pesquisa indicar que 90% dos pais britânicos apoiam a idade mínima de 16 anos para redes sociais. O objetivo é melhorar o desenvolvimento infantil, evitando distrações e riscos on-line. A Austrália já implantou medida semelhante desde 2025.

No texto a seguir, entenda os detalhes da proibição, as reações e o impacto esperado no uso da internet por adolescentes no Reino Unido e outras partes do mundo.

Nova regra visa reforçar segurança digital de crianças e adolescentes

Conforme informação divulgada pelo g1, o governo do Reino Unido decidiu impedir que menores de 16 anos utilizem as principais redes sociais, como TikTok, Facebook, Instagram e X (antigo Twitter). Aplicativos de mensagens, como WhatsApp, ficam fora dessa proibição.

Além do bloqueio, crianças e adolescentes não poderão realizar transmissões ao vivo ou conversar com desconhecidos em apps de jogos. O intuito é reduzir o contato com usuários estranhos e o tempo excessivo diante das telas.

Impactos e justificativas do governo para a nova legislação

Keir Starmer ressaltou que a segurança na internet é hoje um dos debates mais relevantes. Segundo ele, as redes sociais comprometem tarefas essenciais para o desenvolvimento infantil, como fazer dever de casa, leitura, brincadeiras e horários regulares para dormir. “Isso pode não parecer muito, mas são atividades que ajudam uma criança a se desenvolver e se tornar um adulto”, declarou.

O estudo do governo indicou que 85% dos pais consideram que os riscos das redes superam os benefícios para menores. Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro descartou que a tecnologia seja imutável e afirmou ser possível combinar inovação e proteção infantil.

Medidas complementares: toques de recolher e restrições à inteligência artificial

O governo britânico também estuda aplicar toques de recolher digitais para limitar o uso infinito da internet, valendo para menores de 16 e até 18 anos. Além disso, avalia-se restringir o acesso a chatbots de inteligência artificial por essa faixa etária, com mais informações previstas para julho.

Essas ações indicam uma postura mais rigorosa para garantir que crianças e adolescentes tenham uma navegação mais segura, longe de conteúdos nocivos e do consumo compulsivo de tecnologia.

Reações e comparação com modelos internacionais

O YouTube criticou a proposta, alegando que a proibição poderá empurrar jovens para serviços anônimos e menos seguros, afastando-os de plataformas supervisionadas e educativas. Já Nigel Farage, líder da oposição, considerou a medida bem-intencionada, mas improvável de funcionar devido ao uso de VPNs para burlar controles.

A Austrália implementou a primeira proibição total às redes sociais para menores de 16 anos em 2025, exigindo que plataformas adotem tecnologias rigorosas para verificação de idade, como reconhecimento facial ou análise comportamental, não aceitando apenas a confirmação dos pais.

O Brasil observa essas iniciativas e também tem discutido medidas para proteger crianças e adolescentes, com foco na segurança online.

Atualmente, no Reino Unido, contas de menores precisam ter o consentimento dos responsáveis e configurações de privacidade adequadas à idade, além da restrição a mecanismos que incentivem o uso compulsivo, como recompensas aleatórias e técnicas de perfilamento.

O caminho adotado pelo Reino Unido sugere uma tendência global de maior proteção dos jovens diante dos riscos da internet e das tecnologias emergentes.

Com informações de G1


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