Empresário Ricardo Magro, controlador da Refit, é alvo em operação da PF que investiga prejuízos bilionários aos cofres públicos.
Ricardo Magro, de 51 anos, dirige o Grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Ele enfrenta uma operação da Polícia Federal que mira fraudes e sonegação fiscal.
O grupo Refit é apontado como um dos maiores devedores de ICMS do país, prejudicando cofres estaduais e federais. O STF decretou a prisão preventiva do empresário.
Nos próximos tópicos, entenda a trajetória controversa de Magro e as acusações que envolvem sua empresa, com impacto nacional.
Ricardo Magro e o Grupo Refit: contexto e impacto no setor
Conforme informação divulgada pelo g1, Ricardo Magro comanda o Grupo Refit desde 2008, tendo herdeiro da antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio. A companhia é tida como a maior devedora de ICMS em São Paulo, a segunda maior no Rio de Janeiro e uma das maiores da União.
A Polícia Federal, na Operação Sem Refino, cumpre mandados contra Magro e sua empresa, suspeitos de usar complexa estrutura societária para ocultação de bens e evasão de recursos ao exterior. O STF já determinou sua prisão preventiva e solicitou inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.
O pedido da PF detalha investigação de fraude bilionária, corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no ramo de combustíveis. Magro é uma figura controversa que acumula embates com o fisco e órgãos reguladores.
Controvérsias anteriores e investigações contra Magro
Ricardo Magro já foi alvo de megaoperação da Receita Federal em novembro passado, além da Operação Recomeço em 2016, que apurou desvio de recursos de fundos de pensão da Petrobras e Correios. Naquela época, ele era sócio do Grupo Galileo e ex-advogado de Eduardo Cunha.
Seu nome aparece também em investigações relacionadas à facção PCC no mercado de combustíveis, como na Operação Carbono Oculto. Documentos indicam que o grupo Refit estaria envolvido em esquemas complexos de sonegação e adulteração de bombas de combustíveis.
Magro nega as acusações, atribuindo-as a perseguição institucional e a campanhas de concorrentes, como a Cosan, e afirma ter sido ameaçado e perseguido criminalmente.
Problemas com regulamentação e operações da Refinaria de Manguinhos
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditou a Refinaria de Manguinhos várias vezes por suspeitar que a empresa importava combustíveis praticamente prontos em vez de realizar o refino, prática ilegal para o funcionamento como refinaria.
Em 2023 e 2024, a refinaria alternou entre interdições e liberações judiciais. Em julho de 2024, o Ministério Público de São Paulo também relacionou a Refit a esquemas ilegais que adulteravam bombas de combustíveis.
Apesar da fama negativa, o Grupo Refit buscou fortalecer sua marca com contratos de patrocínio em esportes, incluindo a NFL e uma linha de combustíveis em parceria com a UFC.
Perfil de Ricardo Magro e declarações públicas
Paulistano, formado em Direito pela Universidade Paulista com pós-graduação em direito tributário, Magro vive nos Estados Unidos desde 2016, em uma área nobre de Miami. Ele rejeita o rótulo de maior devedor de ICMS e afirma que grandes empresas promovem campanha contra ele.
Magro afirma ter colaborado com autoridades para denunciar irregularidades no mercado, o que teria provocado ameaças e retaliações. Ainda assim, sua figura e ações permanecem no centro de investigações policiais e judiciais que alertam para prejuízos bilionários ao país no setor de combustíveis.
A operação atual da Polícia Federal reforça o foco nas práticas fraudulentas do grupo Refit e aponta para um esquema complexo de corrupção e evasão fiscal que atinge diretamente os cofres públicos.
Com informações de G1
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