O prazo para venda do TikTok nos Estados Unidos termina nesta terça-feira, após adiamentos e negociações com investidores americanos.
A decisão sobre o futuro do TikTok nos EUA será definida até terça-feira 16, após vários adiamentos. O governo quer garantir controle confiável sobre o aplicativo para proteger dados dos americanos.
As negociações envolvem grandes empresas como Oracle e Silver Lake, e uma possível criação de nova empresa para operar o TikTok. Saiba o que está em jogo.
Confira no texto a seguir detalhes sobre o processo, a posição do governo americano e as possíveis consequências para os usuários da rede social.
Prazo final para venda do TikTok nos EUA e o contexto da negociação
Conforme informação divulgada pelo g1, o prazo para a conclusão da venda do TikTok nos Estados Unidos termina nesta terça-feira (16), após ter sido adiado três vezes pelo presidente Donald Trump. Em setembro do ano passado, Trump prorrogou por mais 90 dias o período para negociação dos ativos da rede social com investidores americanos.
Na época, Trump afirmou que EUA e China haviam chegado a um entendimento para que o TikTok continuasse operando no país e que um grupo importante de empresas americanas pretendia adquirir o aplicativo. Entretanto, ele não deu detalhes sobre o acordo.
O decreto assinado por Trump suspendeu temporariamente a aplicação da Lei de Proteção dos Americanos contra Aplicações Controladas por Adversários Estrangeiros, que obrigaria a venda ou bloqueio do TikTok.
Quem deve controlar o TikTok e como será a nova estrutura?
Segundo reportagem do jornal Wall Street Journal citada pelo g1, a operação do TikTok nos EUA deverá passar para um consórcio formado por investidores americanos como a Oracle, Silver Lake e Andreessen Horowitz.
Uma nova empresa, criada especificamente para operar o TikTok nos Estados Unidos, teria cerca de 80% do capital com acionistas norte-americanos e os 20% restantes com acionistas chineses. A diretoria também seria majoritariamente composta por americanos, incluindo um membro indicado pelo governo dos EUA.
Além disso, os usuários atuais seriam convidados a migrar para um novo aplicativo desenvolvido pelo TikTok, que já estaria em fase de testes. Essa mudança visa garantir maior controle sobre o armazenamento e uso dos dados dos usuários americanos.
Motivações políticas e de segurança envolvidas na venda do TikTok
A negociação do TikTok faz parte de uma disputa mais ampla entre os Estados Unidos e a China, envolvendo tarifas comerciais e restrições de exportação tecnológica. Em 2024, o Congresso dos EUA aprovou uma lei exigindo que a ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, ceda o controle da operação americana.
O principal temor do governo americano é que o governo chinês possa acessar dados pessoais de usuários no país. A ByteDance nega vínculos governamentais e afirma que os dados dos usuários americanos estão armazenados em servidores da Oracle nos EUA, com decisões de moderação também feitas em território americano.
Desde a retomada da presidência dos EUA por Trump, ele tem evitado aplicar a lei que obrigaria a venda, argumentando que isso poderia desagradar usuários e afetar a comunicação política. O ex-presidente tem mais de 15 milhões de seguidores no TikTok e reconhece que a rede social contribuiu para sua vitória eleitoral no ano anterior.
Possíveis consequências para os usuários e para o futuro do TikTok nos EUA
Se o TikTok não for vendido para um grupo considerado confiável pelas autoridades americanas, o aplicativo corre o risco de ser bloqueado nos EUA, interditando seu uso para milhões de usuários.
A medida de venda, além de garantir segurança nacional segundo o governo, pode alterar a experiência do usuário com a migração para um novo aplicativo e mudança na gestão da plataforma.
Esses eventos destacam a importância das políticas nacionais relacionadas à tecnologia e privacidade, refletindo o clima tenso entre os EUA e a China no âmbito geopolítico e econômico.
Com informações de G1
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