Mais de 840 mil mortes são associadas anualmente a riscos psychosociais no trabalho, como jornadas extensas e assédio, aponta a OIT.
O impacto negativo do trabalho mal planejado vai além da saúde dos trabalhadores. Afeta também a economia global, com perdas de mais de 1% do PIB anual. Em breve, alterações em normas brasileiras poderão enfrentar esses desafios.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) evidencia a urgência na revisão das condições laborais. Eles incluem o risco crescente trazido por digitalização e trabalho remoto.
Entenda, a seguir, como esses fatores afetam a vida de milhões e quais medidas podem ser adotadas para mitigar os danos.
Riscos psicossociais no trabalho provocam doenças e mortes
Segundo um relatório global da OIT, mais de 840 mil pessoas morrem anualmente em decorrência de problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Entre eles, se destacam as jornadas longas, a insegurança no emprego e o assédio.
Esses fatores estão relacionados principalmente a doenças cardiovasculares e transtornos mentais, incluindo suicídios. Ao todo, essas condições causam quase 45 milhões de anos perdidos de vida saudável a cada ano, por doença, incapacidade ou morte precoce.
Impactos econômicos e transformações no ambiente laboral
Além dos efeitos na saúde, a Organização Internacional do Trabalho calcula que tais riscos acarretam perdas econômicas equivalentes a 1,37% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, o que representa um valor bilionário.
O relatório aponta que a forma como o trabalho é organizado, planejado e gerido tem influências substanciais na saúde física e mental. Além disso, a digitalização, o uso crescente de inteligência artificial e a expansão do trabalho remoto vêm alterando o ambiente profissional e podem agravar os riscos se não forem acompanhadas por políticas adequadas.
Desafios e a necessidade de políticas eficazes no Brasil
No Brasil, a preocupação com esses riscos é crescente. O governo atualizou a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata sobre a gestão dos riscos ocupacionais, para incluir o ambiente psicossocial.
Essa medida permitiria a fiscalização e aplicação de multas para condições como jornadas extensas, assédio moral e falta de suporte. Porém, a implementação da norma, prevista para maio de 2025, foi adiada para maio de 2026 e poderá ter novo adiamento.
Esse adiamento ocorre mesmo com o aumento de afastamentos por transtornos mentais no país, que atingiu mais de meio milhão de licenças em 2025.
Prevenção e diálogo entre todos os setores para melhorar o ambiente de trabalho
Para a OIT, prevenir os riscos psicossociais é possível ao enfrentar as causas estruturais. Isso inclui melhorar a organização do trabalho, fortalecer políticas de saúde e segurança e fomentar o diálogo entre governos, empregadores e trabalhadores.
Melhorar o ambiente psicossocial não só protege a saúde, mas também aumenta a produtividade e contribui para o desenvolvimento econômico sustentável.
Com informações de G1
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