Meta avalia demissões em massa para compensar gastos e ampliar eficiência com inteligência artificial
A Meta está estudando um corte significativo em seu quadro de funcionários, diante de altos investimentos em inteligência artificial.
A companhia aposta em ganhos de eficiência utilizando a IA para otimizar o trabalho das equipes.
Entenda os impactos da estratégia e o cenário de tecnologia nos EUA para 2024, conforme informação divulgada pelo g1.
Meta planeja reduzir equipe em até 20% para aliviar custos elevados com IA
A empresa de tecnologia Meta, controladora do Facebook e Instagram, estuda uma grande redução em seu número de colaboradores, que pode chegar a 20% ou mais do total. A informação foi trazida por uma reportagem da Reuters, citando fontes internas que pediram anonimato.
Essa medida ocorreria em meio a um cenário de investimentos bilionários na infraestrutura de inteligência artificial da empresa. A Meta busca compensar os elevados custos com data centers e desenvolvimento de IA, além de se preparar para uma nova etapa onde os trabalhadores serão assistidos por sistemas inteligentes, aumentando a produtividade.
Segundo as fontes ouvidas, ainda não há uma data definida para os cortes nem um número final de demitidos, mas executivos já orientaram líderes a começar o planejamento para reduzir equipes.
Cortes anteriores e investimento massivo em IA
Se confirmado o corte de até 20%, será a maior redução de funcionários desde a reestruturação que a Meta chamou de “ano da eficiência”, realizada entre o final de 2022 e início de 2023. Naquela época, a empresa, que tinha cerca de 79 mil colaboradores no fim de 2022, cortou aproximadamente 11 mil vagas em novembro, cerca de 13%, e mais 10 mil nos meses seguintes.
No último ano, o CEO Mark Zuckerberg tem impulsionado a empresa para competir fortemente no campo da inteligência artificial generativa, oferecendo pacotes salariais elevados para atrair pesquisadores de ponta. A Meta planeja investir US$ 600 bilhões em data centers até 2028 e realizou recentes aquisições estratégicas, como a startup chinesa Manus e a Moltbook, voltada a agentes de IA.
Desafios técnicos e expectativas de eficiência
A Meta enfrentou contratempos com seus modelos de IA, especialmente com a linha Llama 4, incluindo críticas sobre resultados enganosos em testes e o cancelamento de lançamentos importantes, como o modelo Behemoth. A equipe de superinteligência trabalha agora no modelo Avocado, que ainda não atingiu o desempenho desejado.
Zuckerberg reforçou o foco da empresa no aumento da eficiência, destacando projetos que antes demandavam grandes equipes sendo realizados por profissionais individuais altamente especializados com apoio da IA.
Tendência no setor tecnológico dos EUA
Os planos da Meta seguem uma tendência maior entre gigantes da tecnologia nos Estados Unidos, que ajustam suas estruturas diante dos avanços em inteligência artificial. Em 2024, a Amazon anunciou cortes de cerca de 16 mil postos, e a fintech Block demitiu quase metade de sua equipe por motivos semelhantes, ressaltando o papel crescente da IA para aumentar a produtividade com menos funcionários.
Assim, a Meta busca se reposicionar frente aos desafios técnicos e econômicos, alinhando a estratégia de talento às demandas da revolução tecnológica pela inteligência artificial.
Com informações de G1
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