O grupo político de Lorenzo Pazolini enfrenta desafio com muitos pré-candidatos ao Senado, criando cenário de testes e escolhas estratégicas para as eleições de 2026 no Espírito Santo.
O cenário político no Espírito Santo está agitado com o grupo ligado ao ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, tendo uma fila congestionada de pré-candidatos ao Senado. A disputa está marcada por incertezas e múltiplas estratégias para definir quem terá a preferência nas eleições de 2026.
Essa situação sugere que o grupo está fazendo um teste para verificar quais nomes apresentam maior competitividade e viabilidade eleitoral. Além disso, há muitas variáveis que influenciam a decisão final, incluindo possíveis alianças e movimentos de bastidores.
Confira abaixo como se desenrola essa disputa importante para a corrida ao Senado, seus principais atores e os desafios enfrentados.
Pré-candidatos e o cenário competitivo no grupo de Pazolini
No grupo ligado a Lorenzo Pazolini (Republicanos), pelo menos oficialmente, estão confirmados como pré-candidatos ao Senado o ex-deputado federal Carlos Manato (Republicanos) e o deputado estadual Sergio Meneguelli (PSD). Contudo, outros nomes como o deputado federal Evair de Melo (Republicanos) e o ex-governador Paulo Hartung (PSD) ainda demonstram interesse ou são considerados potenciais candidatos.
Meneguelli entrou no PSD com a garantia de que seria o indicado para a disputa, posição que buscava desde 2022, ano em que acabou preterido pelo Republicanos em favor de Erick Musso. Já Manato se filiou ao Republicanos com a promessa de que suas condições seriam avaliadas para a candidatura, mas Evair de Melo já movimenta-se em busca da reeleição e até envia indiretas para o Senado.
Paulo Hartung, por sua vez, mantém sua decisão em aberto. O ex-governador declara que pode concorrer ao Senado, mas também considera não participar diretamente, preferindo contribuir à eleição de outras formas.
Influência das alianças partidárias e possíveis apoios
Um dos principais pontos que pesam nessa disputa é a possível aliança com o PL. Com uma coligação deste tipo, o grupo poderia indicar apenas um candidato preferencial ao Senado, o que traz limitações à presença de múltiplos pré-candidatos do grupo Pazolini.
Isso ocorre porque o senador Magno Malta (PL), que esteve recentemente envolvido em polêmicas, possui sua filha, Maguinha Malta (PL), como candidata na mesma aliança, dificultando espaço para outros nomes.
Se a aliança com o PL não avançar, a dinâmica eleitoral muda, mas ainda exigirá que alguém do grupo abra mão da candidatura. Esse cenário pode gerar insatisfações internas e a necessidade de uma gestão política cuidadosa para evitar conflitos internos, ou seja, o chamado fogo amigo.
Possível apoio de Flávio Bolsonaro e desafios da direita capixaba
Outro fator importante envolvido na disputa é a suposta influência da família Bolsonaro no processo eleitoral. Especula-se sobre o apoio de Flávio Bolsonaro (PL) à candidatura de Evair de Melo ao Senado, com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Essa movimentação poderia alterar o equilíbrio das forças dentro do grupo e no estado.
Esse contexto sugere que a direita capixaba ainda terá capítulos decisivos nesse embate, onde alianças, apoios e a capacidade de atrair o eleitorado serão determinantes.
Críticas políticas e movimentações paralelas
Além da corrida senatorial, o deputado federal Gilson Daniel (Podemos) fez críticas a Paulo Hartung, contestando suas declarações sobre a distribuição de recursos por convênios para municípios. Gilson ressaltou que a visão de Hartung ignora a realidade das cidades capixabas.
Por outro lado, o mesmo parlamentar destacou os trabalhos do governador Ricardo Ferraço (MDB) e do ex-governador Paulo Hartung (PSB), reconhecendo seus esforços na gestão pública.
Enquanto o cenário político se agita, a movimentação paralela inclui eventos esportivos relevantes, como os Jogos Universitários Brasileiros Praia (JUBs Praia 2026), que acontecem em Guarapari com apoio do deputado federal Amaro Neto (Progressistas).
Também há episódios relevantes no Judiciário e Ministério Público do Espírito Santo envolvendo aposentadorias compulsórias e remoções que agitam o ambiente institucional.
Por fim, nos bastidores, pré-candidatos se movimentam de formas distintas. Há quem já esteja articulando equipe para etapas futuras e outros que calculam voto a voto, revelando o grau de competitividade que permeia essa disputa para o Senado.
Com informações de ES HOJE
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