Frustrações profissionais impactam autoestima e identidade, mas estratégias usadas por atletas na preparação para a Copa do Mundo 2026 ajudam na recuperação emocional.
Estar à espera de um sonho prestes a se realizar e não ser selecionado provoca uma dor profunda.
Esse sentimento vai além do campo esportivo e se repete no ambiente corporativo diariamente.
Conforme informação divulgada pelo g1, especialistas explicam como superar essas decepções.
O impacto emocional da frustração profissional
Horas antes da lista oficial para a Copa do Mundo de 2026, o goleiro Hugo Souza, mesmo em fase consistente, viu o sonho da convocação escapar.
Ao contrário, o lateral Wesley sofreu lesão e foi cortado da seleção perto do torneio, mostrando formas distintas de enfrentar a frustração.
Segundo especialistas, esses momentos refletem o que muitos trabalhadores vivem: a expectativa frustrada de promoções, processos seletivos negativos ou resultados que não correspondem ao esforço.
Desempenho, identidade e autoestima: uma relação delicada
O pesquisador Gustavo Drago, da USP, analisa que o sofrimento ligado à rejeição vai além da negativa, está na interpretação emocional que a pessoa constrói da situação.
Para quem vincula a identidade ao desempenho profissional, a frustração pode afetar diretamente a autoestima e o valor próprio.
Drago destaca que a diferença está em superar a decepção de forma saudável, permitindo aprendizado, ou deixar a rejeição definir uma narrativa de incapacidade.
Pressão contínua e falta de suporte nas empresas
No esporte de alta performance há acompanhamento psicológico, controle de carga e períodos de descanso – recursos essenciais para a recuperação emocional.
No ambiente corporativo, esses suportes são escassos, criando um cenário de exigência constante com pouca segurança emocional.
O pesquisador explica que a mente precisa do equilíbrio entre desafio e segurança para funcionar bem; o medo permanente de falhar prejudica criatividade e decisão.
A lição do esporte para o ambiente profissional
Para o sócio da CLA Brasil, Thiago Brehmer, o esporte ensina a lidar com derrotas, cortes e recusas; para seguir, é preciso reorganização emocional e ajuste de rota.
No mundo corporativo, existe a ideia de crescimento linear sem obstáculos, o que torna a frustração mais difícil de gerir e profunda quando afeta a motivação e autoestima.
Especialistas ressaltam que o descanso e a recuperação não são improdutivos, mas partes estratégicas para manter consistência e saúde mental.
Empresas que reconhecem essa necessidade tendem a formar equipes mais resilientes, inovadoras e menos suscetíveis ao esgotamento.
Com informações de G1
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