Do Mineirão às arenas internacionais a experiência singular dos capixabas em Copas do Mundo e suas expectativas para 2026
A Copa do Mundo sempre mexeu com o coração de milhões de fãs ao redor do planeta. No Espírito Santo, essa paixão ganhou dimensões de aventura para alguns torcedores.
Rodrigo Monteiro e Luciano Ruas, dois capixabas com mais de dez jogos de Mundiais na bagagem, proporcionam uma análise qualificada sobre a Seleção Brasileira.
Conheça as histórias e opiniões desses viajantes do futebol enquanto a Copa do Mundo 2026 se aproxima, conforme informação divulgada pelo ES HOJE.
A presença na Copa de 2014 trouxe emoções inesquecíveis ao capixaba Rodrigo Monteiro
Rodrigo Monteiro, servidor público de 49 anos, vivenciou intensamente a Copa de 2014, sediada no Brasil. Ele acompanhou dois jogos marcantes: o empate sem gols entre Inglaterra e Costa Rica no Mineirão e a vitória da Bélgica sobre os EUA na Fonte Nova.
Estar ao vivo em partidas tão importantes proporcionou a Rodrigo uma emoção única e renovou sua paixão pelo futebol a cada quatro anos.
Para ele, porém, o atual momento da Seleção Brasileira causa desconfiança. Ele destaca que há um distanciamento entre a torcida capixaba e os jogadores, muitos dos quais não mantêm identificação com o torcedor comum por serem atletas que atuam fora do país.
Rodrigo explica que isso arrefece a paixão da torcida, mas ao mesmo tempo diminui a pressão sobre o elenco. Ele confessa não estar muito confiante, mas mantém esperança de que o sentimento melhore após a estreia da equipe no Mundial.
Luciano Ruas acumula experiências globais e ressalta a cultura da África do Sul e da Alemanha
O contador Luciano Ruas, 52 anos, somou experiências em dois Mundiais consecutivos antes de residir nos EUA: Alemanha 2006 e África do Sul 2010. Ele viajou com um grupo para acompanhar toda a trajetória do Brasil.
Porém, em ambas as Copas, viu o Brasil ser eliminado nas quartas de final, contra França e Holanda, respectivamente, partidas dolorosas para ele e para a torcida.
Apesar disso, Luciano destaca o enriquecimento cultural e a hospitalidade, especialmente no continente africano, definindo a experiência como surreal e ressaltando o acolhimento recebido nos jogos.
Planos ousados para 2026 e crítica ao ‘midiatismo’ que envolve a Seleção
Residindo hoje em Brasília, Luciano deseja assistir presencialmente ao menos uma semifinal em 2026, idealmente com o Brasil, aproveitando o conhecimento da logística norte-americana adquirida durante os 11 anos em que viveu nos EUA.
Contudo, ele também compartilha do ceticismo com relação ao atual elenco brasileiro. Para ele, a Seleção perdeu o comprometimento técnico e a forte conexão com a camisa, que existia em 2002, 2006 e 2010.
Luciano critica o aumento do midiatismo no futebol, reforçando que antigamente os jogadores jogavam pela raça e pela camisa, enquanto hoje a situação é mais complicada. Esse sentimento reflete a expectativa de muitos torcedores capixabas, que querem ver renascer a garra do passado nos gramados do Mundial de 2026.
Essas experiências e avaliações mostram um olhar vivido e apaixonado sobre a Seleção e o Mundial, trazendo perspectivas que enriquecem o debate e a torcida no Espírito Santo.
Com informações de ES HOJE
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