Banco Central revela mais de R$ 10 bilhões em recursos esquecidos nas instituições financeiras até março, parte será usada pelo governo para facilitar renegociação de dívidas no Desenrola 2.0.
O Banco Central (BC) divulgou que existem R$ 10,57 bilhões em recursos esquecidos pelos clientes em bancos e outras instituições financeiras. Esses valores correspondem a dinheiro não reclamado por pessoas físicas, empresas e até falecidas, contabilizados até março deste ano.
Recentemente, o governo anunciou que de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões desse montante serão usados para viabilizar descontos no Desenrola 2.0, programa que facilita a renegociação de dívidas para famílias brasileiras. O uso desse dinheiro será por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Nesta terça-feira (12), parte desses recursos foi transferida pelas instituições financeiras ao fundo público que oferece garantias para operações financeiras no programa. Os correntistas terão 30 dias para contestar a transferência, conforme edital que será publicado pelo governo.
Dados Atualizados sobre os Recursos Esquecidos
Segundo o Banco Central, dos R$ 10,57 bilhões remanescentes, R$ 8,13 bilhões pertencem a 45,3 milhões de pessoas físicas, e R$ 2,43 bilhões referem-se a valores de 5,04 milhões de empresas. Até o momento, já foram devolvidos R$ 14,55 bilhões aos legítimos donos.
O sistema do BC permite que qualquer pessoa física ou jurídica consulte se possui valores esquecidos em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras por meio do portal https://valoresareceber.bcb.gov.br. No caso de pessoas falecidas, é necessário que herdeiros ou representantes legais façam a consulta, apresentando documentação e um termo de responsabilidade.
Utilização dos Recursos no Desenrola 2.0
O governo informou que os recursos não reclamados serão aplicados no Fundo Garantidor de Operações para cobrir riscos de inadimplência e garantir renegociações de dívidas no Desenrola 2.0. A medida deve beneficiar famílias brasileiras que buscam reduzir seus débitos com descontos.
Do valor transferido, 10% ficará reservado para atender eventuais pedidos de resgate pelos correntistas que se manifestarem. Para os demais, o saldo será utilizado para reforçar o sistema financeiro, gerando benefícios a longo prazo.
Consulta, Devolução e Segurança para os Clientes
O processo de consulta e devolução foi simplificado: pessoas físicas podem solicitar valores automaticamente pelo sistema, desde que possuam chave PIX do tipo CPF. Caso não tenham, devem cadastrar junto à instituição financeira ou solicitar devolução manualmente.
É importante destacar que o governo não entra em contato por telefone ou mensagem para solicitar dados pessoais, o que ajuda a evitar golpes. O acesso ao sistema exige conta gov.br nível prata ou ouro, com autenticação em duas etapas.
Assim, os correntistas podem acompanhar os valores disponíveis, incluindo detalhes da conta e instituição responsável, através de ambiente online seguro. Quem desejar pode contestar a transferência feita ao fundo pelo prazo de 30 dias após a publicação do edital.
Com informações de G1
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