Rafael Góis, CEO da Fictor, está no centro da Operação Fallax, que investiga um esquema bilionário de fraudes na Caixa. Seu grupo enfrenta crise após tentativa frustrada de compra do Banco Master e pedido de recuperação judicial.
Rafael Góis comanda a holding Fictor há mais de 25 anos, consolidando uma trajetória na indústria, tecnologia e finanças. O grupo passou por grande expansão, apesar de crise recente.
Em 2023, a Fictor tentou comprar o Banco Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central, o que gerou impacto na imagem da empresa. Desde então, a holding entrou em recuperação judicial.
Além dos problemas financeiros, a PF cumpre mandados contra Góis na Operação Fallax, que apura fraude contra a Caixa envolvendo milhões em saques ilegais e lavagem de dinheiro.
Perfil e trajetória de Rafael Góis
Conforme informação divulgada pelo G1, Rafael Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, com foco em gestão estratégica, finanças e operações. Ele afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos, mas sua carreira profissional está concentrada na Fictor, fundada em 2007 no setor de tecnologia.
Desde 2013, a holding diversificou seus negócios, atuando em alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e finanças. Sob a liderança de Góis, a empresa abriu escritórios em Miami e Lisboa, além da sede em São Paulo.
A Fictor cresceu como um conglomerado com mais de 10 empresas, mas enfrenta dificuldades após tentativas de aquisição frustradas e crise de imagem.
Envolvimento com o Banco Master e impacto na Fictor
No fim de 2023, a Fictor fez uma proposta para adquirir o Banco Master. No entanto, um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco, suspendendo a operação.
Segundo nota do grupo, essa decisão gerou especulações negativas que afetaram diretamente a liquidez e reputação da holding. “A reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou o comunicado.
A Fictor destacou que a aquisição dependia da aprovação dos órgãos reguladores e que está à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Pedido de recuperação judicial e situação financeira
Em fevereiro de 2024, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar suas operações financeiras, buscando equilibrar compromissos de cerca de R$ 4 bilhões. O plano é quitar as dívidas sem deságio, com suspensão temporária de cobranças e bloqueios.
Segundo o grupo, a medida visa proteger empresas viáveis do conglomerado, evitando impactos negativos que poderiam comprometer suas atividades econômicas.
A recuperação judicial abrange principalmente a Fictor Holding e a Fictor Invest, sem afetar outras subsidiárias do grupo.
Operação Fallax: investigação da Polícia Federal
Na manhã desta quarta-feira (25), a Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax contra um esquema de fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal, que pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões.
Rafael Góis e o ex-sócio Luiz Rubini estão entre os alvos, com mandados de busca e apreensão cumpridos em São Paulo. A operação também envolve 21 prisões preventivas e 43 mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com pelo menos 13 presos até o momento.
De acordo com a PF, a quadrilha cooptava funcionários de bancos para inserir dados falsos e realizar saques e transferências ilegais. Os recursos eram ocultados por empresas de fachada, bens de luxo e criptoativos.
O bloqueio de até R$ 47 milhões em bens e a quebra de sigilo bancário e fiscal foram determinados pela Justiça para aprofundar as investigações.
Essa operação reforça a grave crise enfrentada por Rafael Góis e o Grupo Fictor, que combinam desafios financeiros e jurídicos.
Com informações de G1
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