O projeto da ferrovia EF-118 conecta Espírito Santo ao Rio de Janeiro e desperta interesse de investidores nacionais e estrangeiros, incluindo chineses e europeus. A expectativa é ampliar a capacidade logística da região.
A ferrovia EF-118 é apontada como um projeto estratégico para o desenvolvimento econômico e logístico do Sudeste brasileiro.
Com leilão previsto para junho, o interesse de investidores do Brasil, Europa e China tem aumentado significativamente.
Confira a seguir os detalhes sobre o projeto, seus impactos e o processo de implantação conforme divulgado pelo Ministério dos Transportes.
Investidores nacionais e internacionais acompanham projeto EF-118
Conforme informação divulgada pela Folha do ES, o projeto da EF-118, que irá ligar o Espírito Santo ao Rio de Janeiro, vem atraindo atenção de diversos grupos investidores, especialmente chineses e europeus, além de brasileiros.
Segundo o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, o acompanhamento próximo desses grupos reforça a importância da ferrovia para o setor logístico e industrial do Sudeste.
O novo eixo ferroviário será fundamental para conectar portos estratégicos como o Porto do Açu (RJ) ao Espírito Santo, ao lado dos portos de Ubu, em Anchieta, e Central, em Presidente Kennedy.
Estrutura e impacto econômico da ferrovia EF-118
A ferrovia terá capacidade para transportar até 24 milhões de toneladas por ano, incluindo cargas gerais, granéis líquidos e sólidos agrícolas, além de minérios.
O investimento estimado na implantação da EF-118 é de R$ 6,6 bilhões, enquanto os custos operacionais previstos ao longo da concessão alcançam R$ 3,61 bilhões.
O projeto visa ampliar a eficiência no transporte de cargas entre áreas industriais, centros produtores e portos, fortalecendo a cadeia logística do Sudeste brasileiro.
Financiamento e etapa atual do projeto
O financiamento será realizado com recursos privados, que serão obtidos por meio de otimizações contratuais com as concessionárias MRS, Malha Paulista e Vale.
Entre os aportes privados previstos, R$ 2,8 bilhões virão da MRS, R$ 502,5 milhões da renovação do contrato com a Rumo Malha Paulista e R$ 826 milhões da renovação da Estrada de Ferro Vitória a Minas, pela Vale.
Atualmente, o projeto está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e o edital para o leilão deve ser publicado em março, com o leilão previsto para junho.
Divulgação e interesse do mercado financeiro
O governo promove roadshows pelo país para apresentar o projeto a investidores, bancos e operadores, inclusive participando de eventos internacionais para mostrar a ferrovia e outras linhas planejadas.
Essa mobilização visa consolidar o interesse privado e garantir o financiamento necessário para a construção e operação da ferrovia, considerada estratégica para o novo eixo logístico do Sudeste brasileiro.
O projeto da EF-118 representa um passo importante para aumentar a competitividade da região, integrando modais e otimizando o uso dos portos.
Com informações de Folha do ES
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