Conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã causa paralisação sem precedentes na oferta mundial de petróleo, elevando preços e causando preocupação global.
A guerra no Oriente Médio acaba de provocar a maior crise no abastecimento mundial de petróleo da história, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) divulgado nesta quinta-feira (12). A escassez de petróleo causada pelo conflito já leva a uma queda diária de 8 milhões de barris na oferta global, afetando diretamente o mercado e a economia mundial.
Desde o início dos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, a região enfrenta um bloqueio severo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte do petróleo. Países do Golfo, incluindo Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, reduziram sua produção conjunta em cerca de 10 milhões de barris por dia, quase 10% da demanda global.
Em resposta, a IEA anunciou a liberação inédita de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos para tentar conter a alta dos preços e mitigar a escassez. Conforme informações divulgadas pelo G1, mesmo com essa medida, a oferta global permanece em alerta máximo devido ao prolongamento do conflito e ao bloqueio que dificulta o transporte marítimo na região.
Interrupção histórica na produção e transporte
A interrupção na oferta de petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio é a mais expressiva da história moderna. A IEA destaca que a recuperação da produção será lenta e complexa, podendo levar semanas ou meses até o retorno aos níveis anteriores ao conflito. Isso dependerá da complexidade de cada campo petrolífero e da volta segura de equipamentos, trabalhadores e recursos para a região.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, localizado na costa iraniana, impede o trânsito de grande parte do petróleo que abastece os mercados mundiais. Essa obstrução tem elevado o temor de escassez prolongada, o que pressiona ainda mais os preços no mercado global.
Medida recorde da IEA para conter alta dos preços
Para enfrentar o impacto da demanda não atendida, a Agência Internacional de Energia acordou liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas de seus países membros. Os Estados Unidos são responsáveis pela maior parcela dessa liberação.
Essas ações buscam conter a alta dos preços do petróleo, que chegou a patamares elevados recentemente. O petróleo Brent atingiu US$ 119,50 por barril no dia 9 de março, maior valor desde meados de 2022, e seguiu com alta superior a 6% em 12 de março, negociado pouco abaixo de US$ 98 por barril.
Riscos de prolongamento do conflito no Oriente Médio
A intensificação dos ataques a instalações petrolíferas no Oriente Médio alimenta o receio de que o conflito se prolongue, ampliando as interrupções no fornecimento de energia. A IEA alerta que, sem uma rápida retomada do transporte pelo Estreito de Ormuz, as perdas de produção tendem a aumentar consideravelmente.
O bloqueio atual e a redução conjunta da produção pelos países do Golfo criam um cenário de incertezas para o abastecimento global, enquanto mercados e governos monitoram atentamente a evolução da situação geopolítica para buscar soluções.
Com informações de G1
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