Explosão do primeiro foguete comercial lançado no Brasil foi registrada por drone durante transmissão ao vivo no Maranhão.
O lançamento do foguete HANBIT-Nano, realizado no Centro de Lançamento de Alcântara, terminou com uma explosão pouco depois da decolagem. O incidente ocorreu na noite de segunda-feira, interrompendo a missão não tripulada.
Imagens captadas por drone mostram o foguete se desfazendo no ar e virando uma bola de fogo, com destroços caindo no local.
Conforme informação divulgada pelo g1, a investigação do acidente já está em andamento por equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Corpo de Bombeiros.
Foguete comercial explode pouco após decolar no Maranhão
O foguete sul-coreano HANBIT-Nano decolou às 22h13 do Centro de Lançamento de Alcântara, acompanhado ao vivo pelo youtuber Pedro Pallotta do canal Space Orbit, que capturou as imagens da explosão com um drone. Ele relatou durante a transmissão que o voo durou cerca de 40 segundos antes da falha.
Durante o voo, o veículo ultrapassou a velocidade do som, chegando a Mach 1, e alcançou o momento MAX Q — quando sofre a maior força aerodinâmica. Logo depois, a transmissão oficial da empresa Innospace exibiu uma mensagem informando uma anomalia, e o sinal foi cortado.
O CEO da Innospace, Kim Soo-jon, divulgou uma carta pedindo desculpas pelo não sucesso do lançamento e destacou que não houve danos a pessoas, embarcações ou instalações terrestres.
Segurança e investigação após explosão confirmada
Após a detecção da anomalia, foi adotado o procedimento de queda controlada do foguete dentro da zona de segurança terrestre, conforme os protocolos de segurança internacionais e normas brasileiras.
Equipes da FAB e do Corpo de Bombeiros já trabalham no local para analisar os destroços e buscar as causas da explosão.
Experimentos científicos a bordo e futuro dos lançamentos comerciais
O HANBIT-Nano transportava experimentos científicos e dispositivos tecnológicos desenvolvidos por instituições do Brasil e da Índia. A missão tinha caráter comercial e foi a primeira do tipo a ser lançada em solo brasileiro.
Apesar do revés, a Innospace e os órgãos envolvidos destacam que o lançamento demonstra o avanço do Brasil no espaço e que falhas são parte do processo de desenvolvimento tecnológico.
Pedro Pallotta reforçou que, embora erros ocorram, são passos importantes para a evolução do programa espacial do país.
Com informações de G1
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