O dólar sobe nesta sexta-feira com a atenção dos investidores centrada na escolha do novo presidente do Fed e nos dados do mercado de trabalho brasileiro, enquanto a bolsa brasileira registra queda.
O dólar opera em alta nesta sexta-feira, impulsionado pelas expectativas relacionadas à indicação do novo presidente do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos e aos indicadores do mercado de trabalho brasileiro divulgados pelo IBGE.
Conforme informação divulgada pelo g1, o Ibovespa recua em meio a esses movimentos, refletindo as incertezas da conjuntura econômica internacional e doméstica.
Nos próximos tópicos, confira detalhes sobre a indicação de Kevin Warsh para presidir o Fed, os números da PNAD e o comportamento dos mercados globais.
Dólar sobe com foco na presidência do Fed e dados do mercado de trabalho
Na tarde desta sexta-feira (30), o dólar subia 1,07%, cotado a R$ 5,2498, enquanto o Ibovespa recuava 0,27%, alcançando 182.636 pontos.
A movimentação vem após Donald Trump anunciar a indicação do economista Kevin Warsh para substituir Jerome Powell no comando do Fed após o término do mandato em maio deste ano. A nomeação ainda depende da aprovação do Senado.
Warsh é pesquisador visitante no Instituto Hoover, professor na Universidade de Stanford e já foi o mais jovem integrante do Conselho de Governadores do Fed, entre 2006 e 2011. É visto como defensor de taxas de juros mais baixas e uma postura cautelosa quanto ao estímulo econômico.
Indicadores do mercado de trabalho brasileiro mostram melhora
O IBGE divulgou que a taxa média anual de desemprego no Brasil em 2025 caiu para 5,6%, recorde desde o início da série histórica em 2012. Este índice representa uma queda de 1 ponto percentual em relação a 2024, quando o desemprego ficou em 6,6%.
A população desocupada recuou 14,5%, somando 6,2 milhões de pessoas, enquanto a população ocupada bateu recorde, com 103 milhões de trabalhadores. A taxa de ocupação chegou a 59,1%, a maior já registrada.
Mesmo com a Selic elevada em 15% ao ano, o emprego aumentou nos setores menos dependentes de crédito, como serviços e setor público. A renda média real cresceu 5,7%, chegando a R$ 3.560, e a massa de rendimentos também atingiu recorde, em R$ 361,7 bilhões.
Mercados globais e preços das commodities em queda
Antes da nomeação de Warsh, as bolsas globais operavam em baixa. Nos países asiáticos, o índice Hang Seng caiu mais de 2%, e as bolsas de Xangai e CSI300 registraram quedas próximas a 1%.
Nos Estados Unidos, os índices futuros indicam queda na abertura dos mercados, com Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq com perdas superiores a 0,5%. No câmbio, o dólar ganha força frente a moedas globais.
No mercado de commodities, o ouro caiu 3,7%, a prata 6%, e o petróleo Brent 1,4%. O Bitcoin também teve queda de 2,7%, refletindo aversão ao risco dos investidores.
Contexto e expectativas
A indicação de Kevin Warsh ocorre em um momento de atrito entre Trump e Jerome Powell, com divergências sobre a política de juros mais altas para conter a inflação. A expectativa é que Warsh adote uma postura menos radical.
Os dados positivos do mercado de trabalho brasileiro indicam uma economia sólida, porém pressionam a inflação especialmente nos serviços, o que deve influenciar as decisões futuras da política monetária.
Para 2026, economistas preveem alta gradual do desemprego, ainda sem impactos negativos fortes para a economia.
Com informações de G1
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