Cuba anuncia corte no abastecimento de combustível para aviões a partir de 10 de fevereiro, devido à grave crise energética. Voos internacionais precisarão realizar escalas para reabastecer, impactando rotas diretas.
Cuba enfrenta uma crise energética profunda que afeta o abastecimento de querosene para a aviação civil.
As companhias aéreas que operam voos de longa distância precisarão fazer escalas técnicas para reabastecimento.
A situação decorre do corte no fornecimento de petróleo pela Venezuela, pressionada pelos Estados Unidos.
Cuba suspende abastecimento de querosene para aviões por um mês
Conforme informação divulgada pelo g1, as autoridades cubanas anunciaram a suspensão do abastecimento de querosene de aviação nos aeroportos do país a partir do dia 10 de fevereiro de 2026. A medida acontece em meio à crise energética causada pela interrupção do fornecimento de petróleo pela Venezuela, pressionada pelos Estados Unidos.
Essa suspensão deverá durar aproximadamente um mês e vai afetar principalmente os voos internacionais e de longa distância. As companhias aéreas terão de realizar uma escala técnica para reabastecimento em outros países do Caribe, conforme informou o escritório da Air France em Havana, que deve manter a rota com essa condição.
Voos regionais, por sua vez, continuam operando normalmente, evitando um impacto maior na mobilidade interna da ilha.
Crise energética e medidas emergenciais do governo cubano
Cuba sofreu um forte impacto após o corte do petróleo enviado pela Venezuela, que interrompeu o fornecimento após pressão dos Estados Unidos. Segundo o g1, o governo americano aprovou um decreto que permite impor tarifas a países que continuarem vendendo petróleo para Havana. Essa retaliação aumenta o isolamento econômico da ilha.
O vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga declarou pela televisão estatal que o país adotará medidas para economizar combustível, priorizando a produção de alimentos e a geração de eletricidade. As restrições incluem semanas de trabalho reduzidas, trabalho remoto para repartições públicas e limitações na venda de combustíveis.
Além disso, os serviços de transporte interprovincial foram reduzidos, escolas passaram a ter aulas mais curtas, e universidades adotaram o modelo semipresencial. Essas ações visam atenuar os efeitos da crise prolongada.
Reações internacionais e apoio da Rússia
O Kremlin criticou publicamente as ações dos Estados Unidos que agravam a crise energética em Cuba. Dmitri Peskov, porta-voz do governo russo, afirmou que os métodos dos EUA estão asfixiando Cuba e causando grandes dificuldades ao país.
A Rússia informou que está em diálogo com as autoridades cubanas para discutir formas de assistência e possíveis soluções para o problema energético.
Enquanto isso, Cuba acusa o governo de Donald Trump de tentar sufocar a economia da ilha, localizada a apenas 150 km da costa da Flórida, qualificando a situação como uma tentativa de aperto econômico e político.
Impactos no setor aéreo e próximos passos
Com a suspensão do fornecimento de querosene, companhias aéreas que voam para Cuba deverão adaptar seus planos operacionais para garantir escalas de reabastecimento em outros países caribenhos. Isso impacta logística, custos e a experiência dos passageiros.
A medida deve se estender por cerca de um mês, e as companhias aéreas e passageiros precisam ficar atentos a possíveis alterações em horários e rotas.
Além disso, a continuidade da crise energética mantém a incerteza sobre o futuro do abastecimento e a retomada plena das operações aéreas sem restrições em Cuba.
Com informações de G1
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